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Um Futuro a Defender – Episódio 4.

Filmor estava na cabina de observação da nave. Uma sala na proa, com a parte dianteira toda em vidro de alta resistência que proporcionava uma vista magní­fica. O número de constelações , a quantidade estonteante de estrelas e a confusão aparente dos arredores deixavam-no angustiado e ao mesmo tempo fascinado.
Sentia saudades. Estranhamente, não de seu planeta natal, mas sim do planeta que foi berço da humanidade. Um planeta que ele, como a maioria das pessoas de sua época, que viviam espalhadas pela galáxia, não conhecia. Mesmo assim aquele sentimento tomava-o.
Saudades da terra!
Já poucas pessoas viviam no planeta, mas as histórias sobre o mesmo eram conhecidas entre as estrelas. Até mesmo o povo do império Pleyadeano conhecia suas raí­zes no sistema solar. A pesar de o imperador Icmains IV não incentivar tais memórias.

O imediato fechou os olhos e relembrou as imagens, cheiros e tudo o mais que sentira quando participou, como observador, de um romance histórico que foi exibido pelo sistema confederado de realidade virtual tele-transmitida (SCRVTT). Era maravilhoso. Todo aquele verde, aquele calor, ele nunca, em mundo algum havia visto um lugar tão grandiosamente lindo. O romance passava-se na América do Sul, a uns quinze mil anos atrás talvez, e contava a história da colonização daquela região do planeta. Filmor não acreditava-se capas de imaginar o efeito que todo esse tempo teria provocado e nunca vira uma transmissão atual da terra. Na verdade não conhecia ninguém que já tivesse visto. Mas ele, depois desta missão poderia visitar a terra em pessoa e ver com seus próprios olhos tudo aquilo.
Foi trazido novamente a realidade, por uma súbita mudança no panorama a sua frente. Haviam dado um microsalto e diante dele encontravam-se milhares de novas estrelas para serem analisadas e catalogadas. “Ele não para!” pensou. “Faz quinze dias desde a última transmissão. Não captamos nem sinal da missão das Pleyades, e ele esta fazendo todos trabalharem cada vez mais. Ele mesmo está ultrapassando seus limites. Não vai resistir!
“Estamos rastreando todo o espaço a nossa volta, vinte e quatro horas por dia, catalogando quarenta, cinqí¼enta e as vezes até sessenta estrelas diariamente. Nesse ritmo, não sei até que ponto ele será capaz de manter o controle sobre a tripulação.
O sinal sonoro do comunicador chamou sua atenção.
– Filmor! – começou identificando-se. – O que houve?
-Localizamos, senhor! Localizamos! – dizia a voz febril e estridente emitida pelo comunicador.

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MigX

Engenheiro, funcionário público, metido a escritor e ilustrador... Publicou na Quark, Scarium e e-nigma. Membro fundador da Oficina de Escritores, vem tentando sua própria jornada do herói na vida, e a viagem do escritor, nos blogs e na OE.

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