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Um Futuro a Defender – Episódio 5.

futurobookCapítulos anteriores:

Um Futuro a Defender – Episódio 1

Um Futuro a Defender – Episódio 2

Um Futuro a Defender – Episódio 3

Um Futuro a Defender – Episódio 4

Então…

Outro microsalto fora concluí­do, e eles estavam agora a 583,33 biliões de quilômetros da estrela em cujas proximidades foram localizados sinais tachyônicos que indicavam a existência de instrumentos e logicamente, inteligência. – Só podem ser eles – disse Filmor excitado. – Só podem ser os Pleyadeanos.

– Acalme-se, imediato! – aconselhou Crauck’s com ar de superioridade.

Estavam na ponte, uma sala não muito grande que em nada, a não ser pela quantidade de homens que ali trabalhavam, se destacava das demais. Na parte dianteira localizava-se um painel metálico de uns dois metros e meio de largura por dois de altura, onde via-se a imagem da estrela para cujo sistema a espaçonave dirigia-se.

A estrela era ainda, um pequeno ponto no espaço. Não tinha diâmetro aparente devido a grande distância que a separava da nave. De brilho intenso, facilmente destacava-se das demais existentes no céu. Mesmo tão distante se observada diretamente por uma escotilha não polarizada provocaria, com sorte, apenas uma cegueira temporária. Com menos sorte até mesmo danos irreversí­veis a retina. Isso devia-se ao fato de toda a intensa luz proveniente da estrela estar concentrada em um único ponto, podendo provocar queimaduras.

Todos os homens na ponte observavam aquele pequeno ponto no painel. O céu parecia uma fina renda de coloração vermelho enegrecida com um rubi dependurado em seu centro à servir-lhe de adorno.

– Iniciar análise senhor Miranda – disse o comandante, enquanto segurava as costas e inclinava-se para traz tentando fazer uma dor inoportuna ir embora.

– Já fiz o trabalho, senhor! – retrucou.

Esperou por alguns momentos até que o suspence se tornasse denso como os nevoeiros da antiga Londres do século XIX. Ele nunca havia visto um e nem mesmo tinha certeza de haver entendido corretamente de que se tratava quando lera um velho romance do tipo ainda impresso em folhas de papel, mas era algo que sempre o impressionara.

– Então… – começou Filmor.

– A estrela é uma gigante azul. Sua classe espectral é do tipo B1, com uma temperatura superficial de 21800 graus Kelvin com uma variação de 0,01 por cento. Tem um diâmetro de 8,896 milhões de quilômetros e… – os dados sobre a estrela foram sendo despejados, em quantidades enormes mas rotineiras, sem despertar um interesse maior de nenhum dos ouvintes até que uma palavra despertou Filmor.

– Como é? Um sistema planetário? – indagou descrente.

– Sim senhor! Um sistema planetário. – confirmou Miranda com uma satisfação mal disfarçada. – E não um mero planeta solitário, mas um sistema inteiro. São quatro já confirmados pelo computador, mas todos os cálculos apontam para, pelo menos, mais um oculto pela estrela. Dois deles são gigantes oceânicos. Um dos planetas menores ao que tudo indica é muito rico em nitrogênio, alumí­nio, irí­dio e… berquélio! – disse a ultima palavra como que saboreando cada letra dando uma olhada de soslaio para o capitão.

Crauck’s estava em silêncio. Pensou um pouco sobre o assunto e então disse: – Quem diria?! – estalou a lí­ngua entre os dentes nitidamente desapontado e continuou: – Nós analisamos milhares de estrelas, e quando encontramos o que procurávamos aqueles malditos do “Grande Império das Pleyades” – ironicamente – chegam antes que nós. – Estava calmo. Passou a mão pala calva e olhou para a palma úmida. Fez um lento movimento de abrir e fechar e sentiu suas articulações um tanto endurecidas e doloridas. Esta com certeza seria sua ultima missão.

– Não creio que o tratado possa sustentar-se por muito mais tempo, aqui. Esse pessoal é expancionista demais. O tratado nunca passou de um monte de documentos sem peso algum afinal e… Bem! Prossigamos com cautela. Qualquer alteração nas coisas estarei em minha cabina. Imediato, assuma o comando! – concluiu retirando-se da sala.

– Calcular trajetória de microsaltos até o ponto mais próximo possí­vel do planeta mais externo! – ordenou o imediato acomodando-se na confortável cadeira do comandante. Um ar de satisfação tomou-lhe a face como costumeiramente ocorria nesses fugazes momentos.

* * *

Horas passaram-se até que os cálculos focem concluí­dos, mas finalmente estavam em órbita.

– Senhor La’Guer, – disse Jhon Filmor tranqüilamente enquanto olhava para o relógio – inicie a varredura superficial e faça uma verificação de rotina nas redondezas.

Nesse instante Crauck’s voltou.

– Senhores… Relatório da situação!

– Tudo em ordem senhor. Foi confirmado o quinto planeta e estamos em órbita estável do gigante mais externo. A varredura já fio iniciada.

– Hm… í“timo! E os resultados?

– Nada no espaço. Sistemas de rastreamento ao máximo e…- foi interrompido por um sinal sonoro.

O sinal vinha do painel do oficial La’Guer que começou rápida e precisamente a acionar e ajustar seus instrumentos.

Filmor empertigou-se e preparava-se para falar com o oficial de comunicações, mas Crauck’s o fez desistir erguendo uma das mão e pedindo silêncio.

La’Guer parou repentinamente. Deu uma baforada e olhou para seu comandante.

– Lamento senhor! – com os olhos baixos. – Um sinal como o primeiro, mas não pude localizar.

– Fracassou?! – disse Filmor erguendo os braços. Quando ia repreender o rapaz Crauck’s interveio novamente.

O capitão Astorm olhou aquele garoto e relembrou suas primeiras missões. Conhecia muito bem o que devia estar sentindo. Havia falhado na primeira crise de verdade e acreditava-se o ultimo dos homens.

– Qual é seu nome rapaz? – perguntou colocando sua mão sobre o ombro do jovem.

– Nestor La’Guer senhor.

– Esta é sua primeira missão?

– 퉅 í‰ sim, senhor – com voz abafada.

Crauck’s podia ver, por sob a mascara de força que o rapaz ainda tentava sustentar, que uma enorme tristeza afligia aquele jovem e inexperiente coração.

– Acalme-se! Ainda temos muito trabalho pela frente.

– O que quer dizer senhor? Não serei afastado?

– Afastado? Não isso seria castigo fácil demais para você.

O garoto estava confuso.

– Vamos ver o que podemos fazer com as informações que você conseguiu! – disse Crauck’s fazendo um movimento displicente com as mãos sobre os instrumentos do painel, indicando ao rapaz que iniciasse seu trabalho.

Filmor divertia-se ao ver aquele velho comandante em meio a uma crise perdendo tempo com os sentimentos de um… “fedelho idiota”.

Timidamente La’Guer começou a manobrar os controles e os dados começaram a fluir lentamente pêlos monitores enquanto Crauck’s observava com o olhar aguçado que só um homem com a sua experiência podia ter.

Cinco longos minutos passaram-se sem que ninguém disse-se uma palavra.

– í‰ informação insuficiente senhor!

– Ora vamos! Sempre há algo a tirar-se de um computador que ele não percebeu. – Fez uma pausa e passando as costas da mão pela testa notou estar transpirando.

– Filmor, mande verificar o termoisolamento dos geradores novamente! E… garoto, transfira estes dados para minha cabina e fique atento.- deu-lhe dois tapinhas amistosos nas costas dele e antes de sair falou baixinho: – Não conte a ninguém, mas estamos numa banheira e você não poderia ter feito muito mais.

Astorm sabia que podia ter salvo um grande soldado de um fim prematuro.

O trabalho de telemetria prosseguia na ponte enquanto o capitão em sua cabina fazia a reanálize dos dados. Resolveu come
çar com uma triangulação, que não deu resultado. Partiu para métodos mais sofisticados e então…

– Consegui!

Imediatamente fez-se ouvir na ponte a voz do capitão.

– Ponte! í‰ o comandante. Terminar a telemetria em processo e seguir imediatamente para o local cujas coordenadas estão registradas na memória do computador de minha cabina. Para evitar problemas seguiremos curso acima do plano da elí­ptica em trajetória parabolóide com foco no centro da estrela. Mandem Nestor La’Guer até aqui! – encerrou a comunicação.

Poucos instantes depois o jovem chegava aflito a sua cabina.

– Aqui estou, senhor.

– Ola jovem!… sente-se. – começou dizendo Crauck’s com um sorriso amigo no rosto.

O jovem, um tanto aflito, sentou-se e ficou olhando para o comandante que caminhava em direção ao terminal de computador. Quando este ativou um dispositivo que tinha na mão uma imagem surgiu no meio da sala. Era um mapa em três dimensões do sistema solar em que se encontravam.

– Sabe o que é isto rapaz? – indagou Astorm.

– Não senhor. Não sei.

– Isto é o que você conseguiu para nós.

Observando melhor o rapaz pode perceber que havia alem dos planetas vários traços, que para ele não tinham significado algum, mas que de uma forma ou de outra quando observados como um todo indicavam o terceiro planeta daquele sistema.

– De onde veio isto senhor? – quis saber o rapaz intrigado.

– Isto é uma representação tridimensional e recursiva de todos os sinais e ruí­dos captados no momento em que aquele estranho sinal chegou a nós.

Parou um pouco. Em dois longos cálices de cristal derramou uma bebida escura e bastante forte muito popular um século antes em seu planeta natal, e ficou a observar o jovem La’Guer.

– Claro! – declarou excitadamente o garoto que agóra estava de pé e já não parecia derrotado, mas sim entusiasmado.

– Sim?…

– Claro, todos esses ruí­dos e sinais aparentemente desorganizados são reflexões do sinal original nos asteróides nas nuvens de gás e tudo o mais. Não podemos localizar a origem exata de nenhum deles separadamente, pois o número de variáveis é muito superior as informações que podemos tirar do sinal, mas se temos consciência de que estão relacionados o número de variáveis permanece inalterado, já o número de informações que temos aumenta a cada novo sinala que consideramos. Isso nos leva, com um pouco de sorte, a um sistema solúvel de equações relacionadas.

O rapaz parou por um instante ofegante o então continuou.

– Senhor isso é bárbaro! Ninguém teria pensado nisso!

Quando o garoto olhou para o capitão, este estava com o braço esticado oferecendo-lhe a bebida que havia servido momentos antes.

– Você teria repas… Você teria!

O oficial de comunicações, agóra de espirito renovado pegou o cálice e ambos brindaram a um futuro grandioso para a confederação e a paz na galáxia.

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MigX

Engenheiro, funcionário público, metido a escritor e ilustrador... Publicou na Quark, Scarium e e-nigma. Membro fundador da Oficina de Escritores, vem tentando sua própria jornada do herói na vida, e a viagem do escritor, nos blogs e na OE.

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