Os 20 verbos mais comuns em 7 idiomas.

Compartilhe:
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Utilizando a técnica de Viagem Mental (VM), tendo a certeza de que já tenham memorizado, pelo menos uma viagem de 100 posições, vamos ver como aplicar a técnica para memorizar os 22 verbos fundamentais em qualquer idioma.

Associados as localizações, apresentaremos as ações, que representam os verbos fundamentais em português e os ganchos de INEA que sugerem os verbos nos idiomas que estamos estudando.

Não podemos esquecer que INEA requer imagines fortes, loucas, emocionantes, que dêem nojo, alguma coisa disso, ou tudo junto, e o mais importante: imagens que envolvam a nós mesmos.

Vamos aos verbos!

Os verbos mais comuns são:

Português Inglish Italiano Español Français German Esperanto Latíné
pegar take prendere agarrar prendre greifen preni capere
pôr put mettere poner mettre stellen meti ponere
deixar, permitir let permettere dejar, permitir permettre lassen permosi permittere
deixar, abandonar leave abbandonare dejar, abandonar abandonner verlassen forlasi relinquere
fazer do fare hacer faire tun fari, estigi, igi agere, fazere, effigere
fazer, construir make fare hacer faire machen fari, fabriki facera, agere
ir go andare, ire ir aller fahren iri ire
ver see vedere ver voir sehen vidi videre
vir come venire venir venir kommen veni venire
Manter keep custodire guardar garder bewahren gardi custoride, incubare
dar give porgere, dare, donare dar, donar donner geben doni dare
dizer say dire decir dire sagen diri, esprimi dicere, aio
obter get ottenere obtener obtenir erhalten, bekommen obteni, akiri, atingi attingere, obtinere, consequi
mandar, enviar send mandare enviar envoyer versenden eligi, elsendi mittere
ter have avere, possedere tener, poseer avoir haben, besitzen havi habere
ser be essere ser être sein esti esse
falar speak parlare hablar parler sprechen paroli, diri dicere, orare
dormir sleep dormire dormir dormir schlafen dormi dormire
comprar buy, purchase acquistare, comprare comprar, adquirir acheter kaufen, einkaufen a^ceti emere, acquirere
comer eat mangiare, ingozzarsi comer, alimentar manger speisen man^gi endere, manducare
querer want volere querer vouloir wollen, móngen voli volle
precisar need abbisognare, necessitare necesitar avoir besoin de, requérir, nécessiter, falloir bedí¼fen necesi, bezoni egere, indigere, oportere
Agora sim, vamos ao trabalho duro:
Primeiro verbo:
Vamos ver. A posição um, na minha viagem mental é a calçada.
Como já da pra notar, não posso aqui, mostrar tudo. Posso apenas dar as ferramentas e mostrar o caminho. Demonstrarei como faria com minha viagem mental e cada um fará as adaptações que precisar para sua VM.
Agora para memorizar o verbo PEGAR em inglês, preciso relacionar a ação de pegar, com a palavra “take” e ainda, como estamos estudando sete idiomas simultaneamente, preciso indicar que se trata do inglês e de nenhum outro, inequivocamente.
Bom, como faremos isso?
Trabalharemos, principalmente com a grafia das palavras. Mais adiante, estudaremos a pronúncia em cada idioma.
1 – PEGAR.
Vejamos uma imagem diferente que eu possa usar.
Na calçada da minha casa (posição um da minha Viagem Mental, que daqui por diante chamarei apenas de VM), eu PEGO um BIG-BAN gigante (relógio da torre, caracterí­stico de Inglaterra) que toca fazendo TAKE…TAKE, tão alto que estremece toda a rua.
Isto serviu para o inglês, mas e os outros idiomas?
Vamos ver!
Podemos fazer a viagem sempre acompanhados dos respectivos idiomas, representados pro um personagem que nos indique de que idioma estamos tratando em determinado momento. Por exemplo o famoso detetive Sher– LOCK Holmes para o inglês, ou o tio Sam.
Agora para o italiano, nosso próximo idioma, um cozinheiro de pizza, com aquele gorro caracterí­stico, um avental cheio de farinha e um grosso bigode.
Então na mesma calçada um ladrão foge levando algumas pizzas e eu explico ao italiano enfurecido, que o PRENDEREi depois. Temos que visualizar a imagem da prisão, ou fazer gestos que indiquem claramente o ato de prender e o fato de que será depois, ainda imagine o “i” riscado, com um sinal de proibido, tipo sinal de transito ou algo assim.
Para o espanhol podemos usar a figura do Maradona, que tal?
Bem, ainda na calçada, vem o Maradona e tenta AGARRAR o inglês para lhe dar um beijo na bochecha, a moda argentina, e o inglês que não é muito chegado a argentino, muito menos a Maradona, tenta se livrar. Nada de piadinha de argentino, que eu sou um, hem!
Agora o francês. Este é o mais difí­cil para mim. Usarei um sujeito alto, magro, com cara de poucos amigos, esnobe, com um bigodinho fininho virado para cima, usando smoking e uma bengala.
Este francês se aproxima de mim e vem me importunar, queixando-se de que nada fiz relativamente í pizza do italiano que seria para ele e repito o que já disse ao italiano: que o PRENDeREi depois, imagine apenas o “e” e o “i” que não existem, riscado.
Agora chegou a hora do alemão. Este é fácil. Imagino de cara, um Viking enorme, feroz, com seu capacete com chifres e com uma clava nas mãos.
Ainda na calçada está o Viking com seu GREmio, todos boquiabertos ao ver a uma FENix que renasce de suas cinzas depois de terr se incendiado.
Para o esperando, pro ser um idioma criado para ser universal y de maneira cientí­fica, usarei um cientista com cara de louco, cabelos brancos e despenteadas. hummm… Einstein! Não poderia encontrar um í­cone melhor.
Outro elemento na cena da calçada.
Einstein se aproxima de mim dançando com uma PRENda (PRENI). Sabem o que é uma prenda certo? Uma mulher nos bailes de CTG (centro de tradições gaúchas), vestida com traje tí­pico. Parceira de dança gaúcha.
Para o latim, nada melhor que um monge franciscano. Um desses com trajes tipo padre medieval, com aquele manto marrom, capuz, uma corda na cintura e sandálias. Que tal?
O franciscano vem para perto de mim, arranca o CAPuz, me dá de presente e de joelhos começa a se castigar por acreditar que cometeu uma hEREsia (CAPERE). Não se incomode com o fato de que algumas palavras não estejam iguais, ou completas. A memória trabalha de maneira complexa e completará as lacunas.
Terminamos com a calçada. Observe que não nos preocupamos em relacionar o verbo com cada idioma. O relacionamos com a primeira cena e conosco, depois fomos incluindo os demais personagens e seus atos, para recordarmos os verbos nos vários idiomas. Por isso usamos a VM, para não ter que relacionar cada idioma com o verbo em si, nada mais com uma posição e pronto. Então, vamos em frente!
2 – POR.
No portão (segunda posição da minha VM) eu PONHO um dedo, grande e vermelho, debaixo da roda, que ao fechar o portão machuca e me deixa PUTo de raiva. Vem o italiano, cozinheiro e se METE (METTERE) a tirar o meu dedo de debaixo da roda do portão e faz machucar e doer mais ainda. Enquanto continuo a me queixar da dor que sinto, Maradona faz embaixadinhas, com uma bola cor de rosa que faz: “PON PON PON PON” (PONER). O francês esnobe, como sempre anda próximo do italiano, hummm… esses dois…, se METE (METRE) também a tirar o meu dedo de debaixo do portão. Já o Viking está distraí­do atendendo a um carteiro que chegou e disse: “SSSSSS” (tipo de assovio entre os dentes, TELEgrama! (STELLEN). Einstein conversa com o padre franciscano, conta a ele que: “Já METI o dedo assim também”. O padre não dá bola e monte num PONEi e para faze-lo andar grita:”RE” (PONERE).
3 – DEIXAR (permitir).
No gramado (terceira posição da minha VM) eu permito, com gestos exagerados e teatrais, que o inglês fume, e este, forma gigantescas LETras com a fumaça do seu cachimbo. O italiano reclama, e como reclama esse cara! Que não deveria PERMITIR (PERMETTERE) que fumasse. Maradona aparece correndo, pois foge DE uma JARaraca. O francês, que não para de perseguir o italiano vem contestar minha decisão de deixar o inglês fumar e também diz que não devia PERMITIR (PERMETTRE) é sem duvida, parecido com o italiano porém mais esnobe, hehehehe. Bom, agora é a oportunidade do viking, que contraditoriamente a suas roupas e aparência, surge com um enorme artefato e dispara raios de luz ASSENdente (ASSEN). Pode pensar em fASEr EM (no) cachimbo do inglês. Einstein não se mete e está desenvolvendo seus talentos de pintor, desenhando uma PERa em MOSaIco (PERMOSIM) e finalmente o padre me olha com reprovação e me pergunta o que mais PERMITiREi (PERMITTERE).
4 – DEIXAR (abandonar).
No cáctus, eu ABANDONO gritando, ao inglês que lava (LEAVE) um unicórnio todo sujo de barro. O cozinheiro (italiano) e o francês (vamos colocá-los juntos, assim fica mais fácil) se aproximam dizendo que se são eles em outro dia, eu não os ABANDONAREi (ABBANDONARE, para o italiano e a forma esnobe do francês ABANDONNER), Maradona continua correndo DE uma JARaraca e o viking, de um empurrão, joga o Maradona pro lado, porque quer que eu vá VER o LASer (VERASSEN) que usou para destruir o cachimbo do inglês na sena anterior. Ainda por cima que não destruiu só o cachimbo, senão que junto foi o chapeuzinho de detetive. Einstein aparece dirigindo um velho FORd equipado com um LASEr (FORASSEN) como o que usava o viking e o padre lhe diz que não devia estragar uma RELIQUIA (RELINQUERE) como aquela, com um aparelho como o laser encima.
5 – FAZER (imaterial).
Nas plantas, quando começo a FAZER exercí­cios abdominais, sou atropelado pelo inglês que caça DUendes (DU=DO) pela pronúncia. Veja que em várias ocasiões não se usa a palavra exata, mas alguma coisa que nos faça lembrar dela. Não se esqueça que são ganchos de memória. O italiano começa a cheirar tudo, tentando usar o FARo (FARE) para ajudar o inglês na sua caçada. Maradona vem se ACERcando (HACER) com ar desconfiado, como quem vai aprontar alguma. O francês fica bravo com o italiano que ajuda ao inglês e diz: “FAAAAA, IREi!” (FAIRE) e vai embora. O viking também se mete na caçada aos duendes e para espantá-los para o lado do inglês, bate com seu porrete que faz: TUN-TUN (TUN), estremecendo todo o lugar. Einstein percebe que o francês ficou zangado e debochado repete o “FAAAA” e RI (FARI), enquanto o padre anda de RE’ (FAZERE).
Percebam que esta VM é minha. Cada um deverá fazer a sua.
Prometi, os 21 verbos mais comuns e eles estão na tabela anterior. Agora tenho uma dúvida.
Vocês acham que devo seguir em frente com os demais assuntos e deixar que cada um realiza sua VM com os demais verbos, ou devo deter-me mais aqui, e fazer toda a viagem para que possam apoiar-se neste trabalho para prosseguir?
Se demonstro toda a VM para todos os verbos, vocês podem ficar presos ao meu trabalho e não exercitar a criatividade que é o mais importante para o desenvolvimento da técnica, alem de que demorarei mais em apresentar as aulas seguintes.
Vocês decidem. Aqueles que tenham opinião sobre isso, entrem no fórum e comentem o que acham. Esperarei as opiniões para formatar o restante do curso.
Antes de mais nada, tentem fazer a VM para o restante da tabela por si mesmos. Posso ajudá-los nos pontos que acharem mais difí­ceis.
Não se esqueçam que depois de concluir a viagem, temos que repeti-la algumas vezes até que fique gravada com clareza em nossa mente.

Aguardo as opiniões então e até breve.

MigX

Engenheiro, funcionário público, metido a escritor e ilustrador... Publicou na Quark, Scarium e e-nigma. Membro fundador da Oficina de Escritores, vem tentando sua própria jornada do herói na vida, e a viagem do escritor, nos blogs e na OE.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Seja bem vinda, bem vindo!

Assine nossa lista  e, além de receber nossa newsletter com as novidades do site,
Ganhe 2 E-books Grátis:

Escreva Seu Livro
  • Escreva Seu Livro, o passo a passo para começar hoje mesmo!
  • 28 Mapas Mentais com as regras de ortografia e gramática, que todo estudante deveria saber!

Sucesso na inscrição!

Ocorrou um erro ao tentar encaminhar seu pedido. Por favor, tente novamente.

A Arca.com will use the information you provide on this form to be in touch with you and to provide updates and marketing.