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Para as mães de maio

Mais uma tradução livre de “A Las Madres de Mayo”, Ismael Serrano, Album: La Mamoria de los Peces (1996).

Para os amigos conhecerem mais um pouco.

Para as mães de Maio

Te procura mãe enquanto seu corpo é agitado
pelo mar, em que mergulha dormindo.
Sonha com o seu abraço, procura lembranças,
as que agarrar-se, para não conciliar o sono.

O mar se inquieta, é tempestade, lamento.
Quem poderia lançar mil anjos do céu?
Ele ouve seus gritos, brancos lenços,
cobrem suas águas, os trouxe o vento.
Enviar uma onda para que se leve
aos traidores que semearam tanta morte.

Navios e náufragos, ouvem suas vozes.
Dizem eles: “Nunca, nunca esqueça os nossos nomes”.
Diga às Mães que em algum lugar,
onde é necessário, ainda estamos lutando.

Mãe, seu filho não disapareceu.
Mãe, eu encontrei andando contigo.
Eu o vejo em seus olhos, o ouço em tua boca,
e em cada gesto seu, e ele fala comigo.
O vejo nas minhas lutas e me acompanha
entre as chamas de cada nova batalha.

Guiam minhas mãos,  suas mãos fortes,
rumo ao futuro, a vitória sempre.
Guiam minhas mãos,  suas mãos fortes,
rumo ao futuro, a vitória sempre.

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MigX

Engenheiro, funcionário público, metido a escritor e ilustrador... Publicou na Quark, Scarium e e-nigma. Membro fundador da Oficina de Escritores, vem tentando sua própria jornada do herói na vida, e a viagem do escritor, nos blogs e na OE.

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