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Criador do UBUNTU, uma história de SUCESSO

Interessante história encontrei neste artigo, sobre Mark Shuttleworth. Criador e financiador do Ubuntu, melhor e mais promissor sotware livre, a maior ameaça ao Windows. E o primeiro astronauta africano. Ganhou meio bilhão, é isso mesmo  BILHÃÃÃÃÃÃÃÃO, de dólares aos 26 anos de idade.

O cara foi ao espaço, voltou, fez vasectomia (tem gente demais no mundo). Não tem, nem vai ter filho algum. Ele é bilionário, mas não quer herdeiros. Quer gastar sua fortuna na tarefa de deixar sua marca no mundo. Bilionário, 34 anos, boa aparência, muito inteligente e promissor, porém vive só num apartamento de um quarto, no primeiro andar de um velho prédio em Londres. Abrindo a porta da frente, segundo o artigo que mencionei, se dá de cara com um monitor da Apple de 24 polegadas. O computador não roda Windows, nem MAC, roda Ubuntu.
Mark trabalha nesse software todos os dias para que todos nós, logo trabalhemos também. E quanto custa? Quanto ele ganha com o Ubuntu?

Nada! A empresa de Mark dá o software para você. Basta entrar no site oficial do sistema, preencher um formulário de solicitação e você receberá, pelo correio, um CD prontinho.

Mas vamos ao que ineressa. O cara, além de tudo, tem sorte.

Nasceu ao lado de uma mina de ouro, em 1973, mas os pais eram professores. O gosto pelo estudo o levou a idéia que lhe rendeu meio bilhão, é isso mesmo  BILHÃÃÃÃÃÃÃÃO, de dólares aos 26 anos de idade. O cara certo na hora certa, diz ele. Estudou finanças e tecnologia na Universidade da Cidade do Cabo. Mas o que chamou logo sua atenção foi a internet, nos idos de 1992. Era pobre quando estudante e para fazer dinheiro ensinava empresas da região a se conectarem a rede, logo viu a necessidade de sistemas que possibilitassem trocas de informações com segurança e montou uma empresa para trabalhar com isso. Trabalhava sozinho e durante um bom tempo foi assim. Ele, os certificados digitais e seus protocolos. Em 99, já com alguns empregados, trabalhava vendendo algoritmos para redes, cada vez maiores. Pois bem, resumindo, a VeriSign, responsável inclusive pela segurança do Hotmail (então o maior serviço de e-mail do mundo), começou a incorporar todos os protocolos de segurança e ofereceu a Mark US$ 500 milhões.
“Vendi a infra-estrutura que tinha para executar novas idéias. Me vi, de repente, muito rico e sozinho. Então tive que passar por um processo difícil de pensar com muito cuidado no que eu queria fazer em seguida. Claro que eu tinha dinheiro para construir coisas do zero. Mas dinheiro não resolve o maior problema, que é responder à pergunta: o que eu quero criar?”.
Que tristeza. 500 milhões na conta…

Bom, para acabar com a frustração, gastou 20 milhões e foi pro espaço numa nave Russa. Morou na Rússia por um ano, pra os preparativos  e, segundo ele, isso mudou sua vida.

Regressou uma celebridade continental, como “o primeiro africano no espaço”. Mas sua cabeça está em outro lugar, na Millbank Tower, seu escritório, onde comanda uma equipe de 30 pessoas, focadas em tornar o Ubuntu o padrão dos sistemas operacionais. O software livre tem seus códigos, disponíveis para que qualquer um com telento, possa tentar melhorar um programa e ganhar seu pão com isso. Foi o código aberto do Linux que permitiu a Mark passar de interessado em tecnologia para participante.

Enquanto Bill Gates e Steve Jobs trancam seus códigos como o maior patrimônio de suas multibilionárias empresas, o Linux oferece o seu aos garotos. Foi esse desprendimento digital que deu a chance de Mark Shuttleworth fazer a fortuna. O mesmo desprendimento que o impele a gastá-la oferecendo, gratuitamente, novos códigos de um programa baseado no Linux, o tal Ubuntu. Traduzindo do dialeto sul-africano: humanidade para todos.

Isso tudo é muito?

Não para Mark: “Financio projetos que, de alguma forma, estão dando certo ou pelos quais eu me interesso particularmente. Era para ser uma coisa global, mas acabei me concentrando mais na África. Minha idéia é reduzir ao máximo o tempo de implantação e aumentar o alcance de boas idéias educacionais. E tentar transformar essas idéias em negócios para as pessoas”.

É mole?

“Eu não fazia a menor idéia que tinha dinheiro esperando por mim. O que é importante entender é que o mundo não pára de mudar. A história é feita disso. Se você entender como ele está mudando, e entender que cada mudança cria oportunidades, e saber onde colocar seus esforços, você pode fazer fortuna. Hoje seria muito difícil ganhar dinheiro rápido na internet ou fazendo estradas. São negócios entendidos, consolidados. Mas, se um mercado está em rápida transformação, é possível fazer fortuna rápido. Se você tiver um insight melhor, se conseguir ver adiante um pouco melhor, então você tem a chance de criar muito dinheiro. Mas buscar fortuna é uma maneira muito errada de pensar na vida. Se o objetivo for apenas ganhar dinheiro você vai se ver muito infeliz e entediado. Para mim um jeito melhor de definir a vida é perseguir as coisas que te interessam. Para mim sempre foi tecnologia e mudanças. O que também, por sorte, me fez muito rico. Então o que me interessa é entender o mundo através das mudanças. E, agora que eu tenho dinheiro, em provocar mudanças também.”

“Estamos indo para um lugar melhor, mas haverá tempos muito dolorosos. Se tenho alguma visão sombria sobre o futuro é a de que tem gente demais no mundo. É uma coisa muito difícil e muito horrível de dizer. Mas quando se olha a Terra de cima é claro. Nós falamos em reduzir nosso impacto na Terra com pequenas ações, reduzir emissões etc. Acontece que a população deve e vai ser reduzida, necessariamente… É terrível dizer isso, eu sei, mas é verdade”.

“Não. Sou infeliz. Não sou um coitado nem tenho uma vida horrível. Agora, só porque tenho dinheiro devo ser feliz? Se eu fosse feliz não trabalharia, ficaria sentado sendo feliz o tempo todo. Claro que gosto de prazer, gosto de lugares remotos, gosto de snowboard… Mas muita coisa no mundo me faz infeliz. Softwares pagos. Miséria. Gente sofrendo… Isso me deixa bem infeliz.”

O que me diz? Esse cara tem ou não potencial para se tornar uma lenda?

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MigX

Engenheiro, funcionário público, metido a escritor e ilustrador... Publicou na Quark, Scarium e e-nigma. Membro fundador da Oficina de Escritores, vem tentando sua própria jornada do herói na vida, e a viagem do escritor, nos blogs e na OE.

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