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Ainda sobre o formato mínimo.

Ainda é dia 15, nem mesmo consegui sair das zero hora.

Você as vezes não se sente o cocô do cavalo do bandio?

Eu sim. Passamos horas tomando cerveja e discutindo sobre o mundo, sobre a dor, a traição. Sobre o amor e seus caminhos tortuosos. Sobre tudo que deveríamos fazer, por nós mesmos e pelos outros. E no final o que muda?

NADA!

Nada muda. Somos sempre os mesmos.

Com as mesma ideias. Os mesmos ideais afogados na lama da calmaria. No mar da tranquilidade em que nos acostumamos a viver e ignorar a dor de nossos irmãos. De nossos vizinhos, conterrâneos, parentes ou seja lá a mascara que o amor veste para nos chamar à batalha.

Vi um filme certa vez, que me fez sentir mal. Mal pela falta de coragem em seguir um caminho que sei que deveríamos trilhar. Não só eu. Mas todos nós que acreditamos na justiça, na igualdade entre os povos. Entre o que teve sorte de ter uma formação e os que tem que lutar a cada novo dia pelo seu pão.

Não deveríamos lutar?

Não deveríamos nos revoltar, até empunhar armas, para mudar o mundo? Para fazer deste mundo tão maravilhoso, uma maravilha para todos? Como podemos, eu e você, dormir em paz, sabendo que existem crianças famintas, pais com filhos doentes, sem recursos para dar um mínimo de conforto aos seus filhos?

O que faria eu (pense em você) com um filho doente ou com fome, pedindo ajuda e sendo ignorado por todos. Aproximando-me da janela do seu carro, tentando explicar minha situação e você a fechando? Por quanto tempo, conseguiria eu manter os meus princípios?

Na verdade eternamente!

Eu mataria você para salvar meus filhos. Não pensaria duas vezes. É nesse mundo que vivemos. Há muitas pessoas desesperadas nas calçadas. Sem nada a perder. Pedindo ajuda!

O que vamos fazer?

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MigX

Engenheiro, funcionário público, metido a escritor e ilustrador... Publicou na Quark, Scarium e e-nigma. Membro fundador da Oficina de Escritores, vem tentando sua própria jornada do herói na vida, e a viagem do escritor, nos blogs e na OE.

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