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Um Futuro a Defender – Episódio 3.

Um futuro a defender - ficção científicaPassaram-se mais dois meses e a situação não mudara. A quinze dias não havia comunicação de espécie alguma com a confederação. Os trabalhos prosseguiam conforme o planejado e tudo era extremamente tedioso.

Crauck’s estava em sua cabina descansando quando uma sineta o tirou de seu sono inquieto.

A voz de Filmor soava estridente pelo comunicador.

– Estabelecemos contato com a confederação, senhor!

O homem que até agora estava entediado tentando descansar um pouco corria pelo estreito corredor, em direção a ponte, abotoando a jaqueta do uniforme.

Ajeitou um pouco os cabelos brancos usando os dedos e alisou um pouco o uniforme com a mãos, então disse: – Contato visual, por favor.

O contato visual foi estabelecido. Então diante dele surgiu um homem gordo, espalhado em uma confortável cadeira que se encontrava atrás de uma grande escrivaninha. O homem parecia esforçar-se para equiparar-se a imagem que todos faziam dos burocratas do governo. Gordos, senis, petulantes… e uma longa lista de adjetivos tão ou mais elogiosos que estes.

O sujeito diante de Crauck’s estava, ao que parecia, terminando um lanche, e o comandante aguardou pacientemente. O gorducho finalmente bebeu o ultimo gole da bebida que estava em um longo e fino cálice a sua esquerda, secou delicadamente os lábios com um guardanapo e então com um largo sorriso na face disse: – Hei! Onde diabos estavam metidos? Estamos tentando nos comunicar a semanas.

– Passamos cinco dias no interior de um campo de asteróides – começou dizendo, o velho homem do espaço. Tomado visivelmente pelo cansaço, tinha olheiras e estava com os ombros caí­dos. – O restante do tempo estávamos em posição bastante favorável para as comunicações.

– Bem! Tí­nhamos que nos comunicar com vocês, devido ao fato de um de nossos espiões nas Pleyades ter nos informado que uma pequena missão partiu a quatro meses rumo ao setor central.

“O objetivo da missão não nos foi informado, mas com certeza também estão interessados nas riquezas minerais que ai estão.

“Você sabe. Não querí­amos que fossem pegos de surpresa. Aliás queremos que os encontrem e os expulsem em nome da CONFEDERAÇÃO DO SOL. Afinal, esse território já nos pertence!
O comandante nesse ponto viu-se obrigado a interromper seu interlocutor.

– Mas senhor – começou – não estamos preparados para um confronto. Não podemos nos arriscar a…

– Blefe, comandante! Blefe! – interrompeu o burocrata. Esperou uns instantes enquanto um camareiro retirava os restos de comida de cima da mesa e então continuou: – Afinal… eu e você sabemos disso, mas eles não.

Quando Crauck’s já estava pronto para uma longa argumentação, a comunicação foi bruscamente interrompida.

– O que houve? – Perguntou, já sabendo qual seria a resposta.

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MigX

Engenheiro, funcionário público, metido a escritor e ilustrador... Publicou na Quark, Scarium e e-nigma. Membro fundador da Oficina de Escritores, vem tentando sua própria jornada do herói na vida, e a viagem do escritor, nos blogs e na OE.

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