Obama: programa de energia do Brasil é exemplo

É pessoal, esse é o cara!

Se eu tivesse tí­tulo de eleitor nos USA, votava nele.
Esse tem uma visão do futuro do mundo. Não é os USA montando nas costas do terceiro mundo que vamos chegar a bom termo. Precisamos aprender a compartilhar. Precisamos defender nossas economias, mas ao mesmo tempo, equacionar o problema dos diferentes custos de produção, para podermos tirar o melhor proveito do mundo em que vivemos, sem destruí­-lo.

Precisamos aprender a ver o mundo com olhos de cidadãos do mundo. Preservar nossa cultura e nossa gente, sem deixar de perceber que somos um só povo, uma só gente.

Vejam o que o Obama falou:

O candidato í  Presidência dos Estados Unidos Barack Obama, 46 anos, disse que o programa de energia brasileiro é “um exemplo a ser seguido”, em entrevista exclusiva ao Jornal do Brasil. Para o democrata, que pretende destinar US$ 15 bilhões para o desenvolvimento de energias renováveis, os subsí­dios agrí­colas são maneiras de equiparar o preço da produção americana, com altos padrões ambientais e trabalhistas, ao de outros paí­ses.Ao ser informado da uma pesquisa que aponta o seu nome como o preferido dos brasileiros para ocupar a Casa Branca, Obama afirmou que pessoas de todas as partes do mundo entendem a sua intenção de melhorar o padrão de vida global. A meta do democrata é “retirar milhões de indiví­duos da miséria”.

1) As pesquisas no Brasil, assim como em outros paí­ses do mundo, mostram que o senhor é o candidato preferido por eles para ocupar a Casa Branca. O que o senhor acha disso?

“Fico muito feliz. É pena que eles não votem aqui. Mas acho que isso demonstra também que as pessoas, americanos, brasileiros, indianos, em toda a parte do mundo, compreendem minhas intenções de melhorar o padrão de vida global. A globalização, infelizmente, tem sido desproporcionalmente aproveitada pelas grandes corporações, as pessoas, de modo geral, não têm as mesmas oportunidades. Minha meta é retirar milhões de indiví­duos da miséria. Colocar estas pessoas numa economia global mais justa e em paz. Assim como o povo americano, acredito que, internacionalmente, as pessoas sabem que meu oponente é a continuidade de oito anos de polí­tica falida do governo George Bush. Esta mesma polí­tica que nos afastou dos aliados e causou instabilidade polí­tica-econômica no mundo.”

2) No entanto, o senhor aprovou, recentemente, um enorme pacote de subsí­dios agrí­colas, que vai contra o que estes paí­ses emergentes e pobres pedem nas negociações da Rodada de Doha. Isso não se choca com sua intenção de melhorar a vida de miseráveis?

“Não! O que tenho proposto é reciprocidade no comércio com outros paí­ses. Por exemplo: sempre levantam a questão de que desejo renegociar o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta). Pode dar a impressão de que estou tentando acabar com o acordo. No entanto, o que procuro é equiparar certos padrões de regulamentações sobre o meio ambiente e proteções sociais e trabalhistas. Os Estados Unidos não podem competir com quem barateia a produção pela piora de condições de trabalho e agressões ao meio ambiente.

Veja que, no México, as grandes agroindústrias – americanas e internacionais – aproveitam-se desta falta de regulamentação e disparidades entre as leis mexicanas e americanas, para invadir as zonas rurais e aplicar modos de produção que não são aceitáveis nos Estados Unidos. Fazem isso em grande escala e acabam com a competição. O resultado é que os pequenos trabalhadores rurais mexicanos não têm mais condições de sobreviver. Foram desalojados pelas grande corporações da agroindústria. Tornaram-se imigrantes, indo primeiro para a Cidade do México, e depois cruzaram a fronteira com os Estados Unidos. Agravou-se assim o enorme problema de imigração ilegal nos Estados Unidos e o México foi privado de importantes recursos humanos.

Este é um exemplo dos motivos de minha proposta para negociações de mudanças estruturais que equilibrem a balança em acordos comerciais. Também é exemplo dos vários motivos pelos quais apoio alguns subsí­dios – setoriais – í  agricultura. í‰ preciso nivelar o campo de competição de algum modo. No momento em que resolvermos estas disparidades, acho que não haverá mais motivos para subsí­dios nos Estados Unidos. O mesmo exemplo mexicano serve para outras zonas rurais do mundo. Devem ser criadas melhores regulamentações trabalhistas, sociais e ambientais, para que haja equilí­brio comercial. Mas, de todo modo, estou aberto í  negociações.”

3) No caso do etanol brasileiro, o seu oponente apoia a reavaliação da sobretaxa imposta nos Estados Unidos ao produto. Por que o senhor é í  favor deste imposto?

“Tenho elogiado o programa do álcool brasileiro desde antes de ser eleito senador. Sou um admirador do que os brasileiros fizeram em seu programa de energia, e acho que é exemplo a ser seguido. Mas é preciso lembrar também que o Brasil implantou sua polí­tica do álcool há mais de duas décadas. E o fez com grandes subsí­dios governamentais. Estavam certos, pois criaram um programa de sucesso. Nós, americanos, estamos também tentando desenvolver nossos programas de energias alternativas. E isso somente ocorrerá com investimentos. Na minha plataforma proponho US$ 15 bilhões de aplicações anuais do governo federal para o desenvolvimento de energias alternativas limpas. Mas, para conseguirmos desenvolver nosso programa, são também necessárias algumas proteções iniciais.

Faço uma analogia com uma plantinha, que brotou da semente e requer cuidados especiais até que atinja a resistência da maturidade. Do contrário ela morrerá. Assim, como vamos competir com um paí­s que tem produto desenvolvido há mais de duas décadas, que já está em fase madura, e foi no princí­pio altamente subvencionado? Acho que teremos em algum momento condições de acabar com a sobretaxa ao etanol brasileiro, e de outros locais onde se criaram oportunidades para a produção do álcool. Mas antes, esta área deve ser também desenvolvida plenamente nos Estados Unidos. E isso implica em proteção aos produtores nacionais de etanol.”

4) O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, disse esta semana ao Jornal do Brasil e í  Gazeta Mercantil que está empolgado com sua candidatura. O senhor já conversou com ele?

“Não tive a oportunidade, mas esta é uma conversa prioritária para depois da eleição. O Brasil é, certamente, um paí­s fundamental em nossas relações com a América Latina.”

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MigX

Engenheiro, funcionário público, metido a escritor e ilustrador... Publicou na Quark, Scarium e e-nigma. Membro fundador da Oficina de Escritores, vem tentando sua própria jornada do herói na vida, e a viagem do escritor, nos blogs e na OE.

2 comentários em “Obama: programa de energia do Brasil é exemplo

  • 29 de julho de 2008 em 10:43
    Permalink

    í‰ Lucas. Eu também quero. HEHEHEHE.
    Mas agradar o Brasil na campanha em nada o ajuda a se eleger.
    Melhor que o adversário, quem duvida que seja?

    Resposta

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